Primeiro relatório de 2016

Caros senhores,

 

Com as chuvas e o desenvolvimento das lavouras já consolidados, nos sentimos mais confiantes  em divulgar a nossa primeira estimativa da safra 16/17, bem como a última revisão da safra 15/16.

Ainda restam algumas dúvidas quanto à renda, chuvas na colheita e antecipação, ou não, do início da colheita, mas podemos opinar que os números já têm um consenso razoável entre os operadores de mercado. Isso com exceção do Conilon, que ainda tem alguma divergência quanto aos números.

Consideramos que as chuvas e o conseqüente pegamento da florada evoluíram de razoável para bom em quase todas as regiões cafeeiras, principalmente as regiões de arábica. O maior problema que tivemos foi no Espírito Santo, que sofreu com a falta de chuvas, tendo inclusive suspendido as permissões de irrigação. O quadro melhorou desde dezembro, mas já era tarde para a recuperação das lavouras.

Nós também esperamos que, finalmente os percentuais de peneiras de arábica da safra 16/17 voltem aos níveis históricos ou, até mesmo, acima do normal.

É bem possível que o início da colheita do arábica seja antecipado,  dependendo ainda do final do período de chuvas.

O mercado interno segue em ritmo mais lento, apresentando redução nos negócios. Os produtores mais fortes estão segurando o café restante aguardando a oportunidade de negociar preços melhores.

Seguem também números de carry over final do ano 2015 e previsão para o final da safra 15/16, em 30 de junho de 2016.

Podemos prever que será uma entressafra com pouca oferta de produto no mercado interno. O carry over apresenta uma previsão de 159 mil sacas, um baixo volume, que é explicado pela entrada antecipada da safra 16/17, principalmente do conilon, que começará  ir para o mercado em abril. Mesmo assim há previsão de uma forte redução no volume de embarques nesse primeiro semestre do ano.

 

Seguem anexos.

 

Bons negócios a todos.

Sergio Hazan, Mauricio di Cunto e Renata Hazan

Ver planilha: Crop 16-17

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